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Sobre o que o amor já fez por mim

Quando li esse título, lembrei imediatamente da música da dupla Sandy & Júnior: "Olha o que o amor te faz, te deixa sem saber como agir". Será que é assim mesmo? Eu sei que não o tempo todo, mas vez ou outra a gente fica com cara de tacho olhando pro nada, sem entender o porquê tá agindo daquela forma ou por quê tá sentindo aquilo. Me faz pensar também em como a paixão é confundida com o amor e o quanto isso costuma prejudicar as pessoas, essa falta de discernimento. Como toda e qualquer pessoa, já amei alguéns e todos de formas diferentes. Já fui dependente emocional, e isso me fez mal, a ponto de também perceber que o que eu achava que era amor, não era amor. Eu procurava validação das pessoas, ser o aconchego quando na verdade eu era mais um apoio, E só. Amor vai muito além disso. O amor já me ensinou e continua me ensinando. Amor não é só o afeto que sentimos pelas pessoas ou por um companheiro de vida. Exemplo? Eu amo o que tenho feito ultimamente no meu trabalho. Fi...

Sobre expectativas para o futuro

Se eu disser que minha expectativa número 1 para o futuro é voar, vai parecer piada. Mas não é. Logo vou encerrar mais um ciclo da minha vida, e eu fico imaginando o que vai ser depois de encerrar mais uma graduação. Eu ouço muito das pessoas que eu sou corajosa e persistente por ter estudando tantos cursos, mas só quem já teve disposição pra parar e ouvir minha história até aqui, pode entender o que isso tudo significa, o porquê de eu ter tentado tanto. Hoje, com mais uma fase sendo finalizada, a minha maior vontade é de continuar crescendo. Por mais que eu tenha tido experiências boas, ruins e desgastantes nessa última graduação, pude perceber que realmente sou determinada nos sonhos que eu tenho. Imagina só, eu era uma criança quando pensava em ser professora, cresci carregando essa vontade, tentei agradar as pessoas não fazendo o que eu sempre quis fazer, mas mesmo assim só me tornei satisfeita quando entrei na licenciatura. Ainda bem que entrei. Parece que recebi uma injeção de vo...

Sobre sensação de abandono

Esse é um tema que me acompanha a muito tempo, tanto que não lembro desde quando. Antes mesmo de receber um diagnóstico, eu sentia medo de ser abandonada. Acho que na minha infância, as coisas funcionavam de uma forma diferente, do ponto de vista que não dava pra se perceber que aquilo era medo de abandono em si, mas era claro que se eu não fizesse o que devia ser feito, eu recebia algum tipo de reclamação, não só eu, mas minha irmã também. Nossa infância foi sempre cheia de disciplina e eu não posso responder por ela, mas eu sentia falta da minha mãe comigo, sendo carinhosa, e meu pai não demonstrava afeto nenhum. Quando cresci, voltei esse desejo de afeto para meus namorados, e aí o medo de ser abandonada era mais "nítido", mas não entendido como esse termo pela minha parte. Eu tinha medo de ser rejeitada, porque a rejeição causa grandes riscos de abandono e eu já tinha aquele sentimento de ter sido "abandonada" pelos meus pais, mesmo com eles em casa, então não q...

Uma carta para um amor do futuro

Meu querido. Sim, querido. Não sei se já nos conhecemos, mas desde já lhe digo que sou complexa. Isso vai ser bem empolgante pra você no começo, mas com o passar dos meses talvez você perceba que isso é uma característica um tanto duvidosa. Qualidade? Defeito? Não se sabe exatamente o que é, mas uma coisa eu lhe dou certeza: Sou um paradoxo que você vai gostar, e que te vai dar um amor que jamais você vai receber de outro alguém. Uma coisa que eu te peço, é paciência. Alguns percalços aconteceram durante minha infância e me fizeram desenvolver alguns problemas psicológicos, mas não há de se preocupar muito com os tratamentos, porque eu sou bem precavida disso. Atualmente tomo alguns medicamentos e faço terapia; e nada disso me deixa longe do que eu realmente sou: uma pessoa cheia de amor. Amor por animais, por plantas, pela natureza, por livros, por músicas, cinema, arte, comida, frio, as vezes calor, chegadas e partidas, descobertas... Amor. Já tive outros amores, não posso negar. Que...

Para alguém que já se foi

Oi vó, sem mais nem menos eu parei o que tava fazendo pra lhe escrever. Vez ou outra eu tento me desafiar, sabe? Mesmo cheia de coisas pra fazer, ainda me ponho mais desafios, me provoco escrever, e lhe digo com certeza que é uma das coisas que me fazem escapar desse mundo cheio de turbulência que ando vivendo ultimamente. Acredita que durante o último ano conheci pessoas que ainda tem avós vivas, vó? E eu até chamei a vó dos outros de vó, sentindo uma certa saudade da senhora. Eu não sei que fundamento a vida viu em lhe levar tão cedo da minha vida, mas há de existir algum sentido que eu ainda não entendi. Tive que aceitar, e sentir a saudade tardiamente, quando fui descobrindo nossas semelhanças, mesmo que em mundos diferentes. Vó, escrevo essa carta ouvindo uma música do Ney Matogrosso, "Poema". Sei lá por quê escolhi essa música pra ouvir agora, escrevendo pra senhora, mas me traz um sentimento meio nostálgico... Tenho tido pesadelos quase todos os dias, acordo suada e ma...

Sobre meu último término

Nem todo término é sobre fim. Nem todo fim é sobre término. O meu último término foi mais sobre mim do que o outro. Mas envolveu os dois com muita dor. Eu tenho um transtorno de personalidade chamado borderline, que consiste em dizer que a pessoa é instável sentimentalmente. É praticamente a tradução do termo, de forma literal: na borda, no limite. Aquela sensação de ser 8 ou 80 é bem frequente por aqui, sabe? O que eu quero dizer, é que nem  tudo é tão simples pra mim, muito menos pro meu pobre músculo que pulsa o meu sangue, principalmente quando meus neurônios decidem confundir tudo. Antes do diagnóstico, eu só sabia ter depressão e já dizia pros meus colegas que era como ter um "câncer crônico". Depois de descobrir o border, resumo ser uma pessoa com uma ferida sempre aberta, pronta pra sangrar ou doer a qualquer arranhão. E foi assim que eu me senti naquele término, naquela tarde comum de um dia 31: uma ferida em um sangramento descontrolado. É muito ruim se sentir como ...

O casal mais apaixonado que eu conheço

Todos os meus dias no trabalho são regados de pessoas com 60 anos ou mais, raramente de crianças e isso eu acho o máximo, porque é uma fase que sei que ainda vou chegar (assim espero), então é como se eu tivesse vivendo um "spoiler" da minha própria vida. Com o surgimento das redes sociais, apareceu uma frase que virou legenda de muito casal "apaixonado": Casal que treina junto, cresce junto. Acho que não só treinando se cresce junto, mas possivelmente vivendo de fato, apesar das adversidades e do tempo. Conheci dona Gracilda e sr. Rogério ano passado, quando comecei a estagiar onde trabalho e sempre achei eles dois uns fofos. Ele é alguns anos mais velho que ela, tem em torno de 75 e 81 anos se não me engano (por aí, não consigo decorar a idade de todos). Quando a idade chega assim, o sentimento é que viver até então já é um bônus, mas eles dois não demonstram qie é só isso. Dá pra sentir que eles se amam mesmo. Pelo que parece, eles sempre fazem a maior parte das ...